[FP] Sierra Evans

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[FP] Sierra Evans

Mensagem por Sierra Evans em Dom Jul 19, 2015 11:15 pm

Ficha de Personagem


Nome:
Sierra Evans
Progenitor Divino:
Apolo
Progenitor Mortal:
Diana Evans
Local de Nascimento:
Sydney - Austrália
Idade:
17 anos
Signo:
Escorpião






Características Físicas:

Longos cabelos louros e lisos que descem até a altura das omoplatas, nas costas. Geralmente estão pintados com cores diferentes, como azul ou verde. Os olhos apresentam uma tonalidade de verde mar e, no nariz, uma argola cirurgicamente colocada. O corpo é esguio e fino, porém, não deixa de trazer com delicadeza os traços e curvas femininas.
Sintetização de informações e adicionais:
Altura: 1,68 m
Peso: 59 Kg
Sutiã: 32
Pele: branca
Olhos: Verde acinzentado.
Cabelos: Loiros Platina.
Tipo sanguíneo: O +

Características Psicológicas:
- Desde pequena, Sierra tem grande apreço por pessoas que já conquistaram a sua confiança. A filha de Apolo prefere se sacrificar a deixar um companheiro perecer em combate (Em casos extremos) e é capaz de se comover o quanto precisar para ajudar quem buscar ajuda.

- Tem pensamento otimista e carrega consigo a seguinte frase: "Os dias ruins foram feitos para deixar os dias bons melhores ainda.".

- É inocente e não enxerga malícia nas pessoas que frequentam o seu círculo de amizades, o que a torna um alvo fácil para manipulações e mentiras.

- Apresenta insegurança com o próprio corpo.

Habilidades:
- Sabe surfar e faz isso muito bem. Quem à ensinou foi a mãe quando ela tinha 11 anos e, desde essa idade, Sierra surfa sempre que vai à praia. Levou sua prancha para o acampamento e, quando tem tempo livre, pode ser encontrada na praia do lugar.

- Gosta de jogar vídeo-game e faz isso melhor do que grande parte dos garotos.

- Ainda possui pouca habilidade com espadas. A sua arma de preferência é o arco e, como toda boa arqueira, é bastante ágil, principalmente para esquivas e corridas. Não se pode dizer que ela é boa no que faz, mas pode-se perceber que possui bastante aptidão para tais habilidades e que, um dia, poderá chegar à maestria no manuseio destes equipamentos.

- É inegável que possui talento para música e também uma bela voz, além de saber tocar violão, violino, piano, ukulele, contrabaixo, violoncelo e bateria.





História:

O Começo de tudo
Austrália, Sydney.
167 Prince Edward St.
9:27 PM
Era noite. A lua tocava a superfície do mar lá do alto do céu do mais puro negro cuja pureza era imolada por pequenos furos, furos estes que contavam histórias dos antepassados através das constelações, todas registradas no manto de Nix. A lua, além de banhar toda a orla de Sydney, também iluminava o caminho de uma diminuta presença, lá embaixo, descansando à beira do mar com a sua prancha, ainda encharcada da última empreitada, iluminada apenas pela luz de uma fogueira que ela mesma fizera.

Diana Rachael Evans estava em ascensão constante em sua carreira como surfista profissional e, naquele dia, ela apenas se fez presente na praia para se “conectar” com o mar, como costumava dizer aos amigos, principalmente antes de uma grande competição, como era o caso. A garota divagava em pensamentos quando, ao longe, avistou um garoto louro de cabelos lisos e compridos na altura do pescoço. Ele carregava consigo um violão, muito bonito por sinal, que chamou a atenção da jovem australiana.

— Posso me juntar a “seja lá o que estiver fazendo”? — As palavras finais eram divertidas e arrancaram um sorriso de Diana.

— Claro que sim! — A mulher respondeu, abraçada às próprias pernas. — Como é o seu nome? — Soou interessada.

O homem à encarou por alguns segundos, logo depois de ter sentado na areia fofa e já ia mexendo nas catracas do violão, afinando as cordas sem o auxílio de qualquer aparato desenvolvido para auxiliar esta ação e, após muito pensar, deu um sorriso travesso e respondeu, apenas.

— Apolo. — Diana deu um sorriso e um assobio.

— Uau! Você é um deus grego! — Disse engraçada, após passar os olhos pelo corpo do homem que se nominara Apolo.

— Minha mãe gosta deste nome. — Ele à respondeu com um sorriso.

— Não estou criticando, veja, é um nome bastante bonito. — A surfista tentara se redimir.

— Tudo bem. — Apolo deu um tapinha no ar e a mão foi para o braço do violão. — De que tipos de música você gosta, Diana?

— Como... sabe o meu nome? — A garota ergueu uma das sobrancelhas e esboçou um sorriso nervoso.

— Digamos que eu sei bastante sobre muita coisa... — Soou misterioso e levou a mão a testa, fechando os olhos, como se concentrasse. — Espera, você gosta dessa.

Apolo moveu os dedos com grande perícia e formou um “Si menor” de dois tempos, seguido por um “Sol com Nona”, também de dois tempos, terminando em um “Ré Maior”. Diana já havia identificado a música e se impressionara com o fato de ele ter conhecimento daquela música.

— And I’d give up forever to touch you... Cause I know that you feel me somehow...

A garota observava com atenção os lábios daquele jovem garoto se moverem e pronunciarem as palavras arrastadas, incrivelmente semelhantes à música original, Íris, da banda Goo Goo Dols. Os olhos de Apolo não desgrudavam um instante sequer dos da loura e, quando ele terminou, pode chamar isto de amor à primeira vista ou poder de atração divina, mas Diana não conseguia parar de encará-lo, como se estivesse hipnotizada.

— Como sabia que eu gostava dessa música... — A voz saíra fina, quase em um sussurro.

— Eu sei muito ao seu respeito, Diana. — Ele se aproximou e arrastou os dedos pela bochecha direita da mulher, tirando uma mecha de cabelos dali, apenas para aproximar os lábios de seu ouvido. — Estarei olhando por você amanhã, na sua competição.

O homem se afastou e o coração da surfista palpitava com força. Ela não sabia como ele tinha tantos detalhes sobre a sua vida, mas algo em seu âmago dizia que ela precisava ficar com ele. Ela sentia conforto ao lado de Apolo, como ele se chamara, como em um dia de frio e sem nuvens, quando o sol esquenta os corpos gelados com o seu calor. Era aquela a sensação que ela tinha ao estar na presença dele.

— Virá me ver amanhã?

— Tão certo quanto a previsão do tempo para amanhã.

Apolo levantou-se e ela esperou que ele removesse a areia de suas roupas, porém, ele estava limpo, exatamente como quando ali chegou. A garota franziu o cenho e ficou observando-o ir embora, porém, antes de dobrar em uma curva que a relva o ocultaria, ele deu uma última olhada por cima do ombro, fazendo Diana pensar naquilo durante toda a noite. Ela precisava dar o melhor de si.

O sol erguera-se imponente acima das montanhas a Leste, dando início a mais um dia. Diana já estava de pé, tomando o seu café reforçado, pois sabia que o dia seria longo e, ainda mais, repleto de esforços e competitividades. Ela passava a parafina em sua prancha e seu corpo se concentrava naquele trabalho manual, porém, sua mente ainda se focava nos olhos azuis de Apolo e em como as chamas desenhavam sobras nos traços de seu rosto. Nem se dera conta de que a prancha já estava pronta, parafinada. Ela podia virar de cabeça para baixo que seus pés não descolariam dali.

— Acho que vai servir... — Ela comentou, pondo as mãos na cintura, já trajando sua roupa térmica.

— Parece boa. — O pai de Diana, Brayden, entrava na garagem e à encarava com orgulho. — Você fará o seu show lá, hoje, minha filha. O palco é seu.

— Obrigada, pai. — Ela o abraçou e o velho afagou seus cabelos louros e lisos.

— Vamos, o carro já está pronto.

O caminho até a praia fora tranquilo e, ao chegarem, haviam pessoas de todos os cantos do mundo. Equipes de competidores das mais diversos países, como EUA, Brasil e até mesmo Japão estavam presentes ali. A confusão de dialetos e sotaques era bastante aparente. A competidora que mais preocupava Diana se chamava Melanie Beth Rimmer e competia pelos EUA, vindo diretamente de Miami. Já haviam tido desavenças em competições anteriores e, agora, se consideravam rivais.

Tambores e músicas de carros tocavam alto em diversos pontos da praia. Aquela loucura era incrementada por vendedores de mercadorias que ajudavam a refrescar o calor e, tudo aquilo, apenas deixava Diana mais entusiasmada, até que uma voz soou por cima daquele burburinho.

— Boa sorte, Diana. Pois vai precisar. — Sentiu seu ombro ser trombado por uma outra garota, igualmente loura, que apenas seguiu o seu caminho para onde os competidores deveriam se apresentar.

— Claro que sim, Melanie... — A jovem disse apenas para si mesma e voltou seu foco para o mar.

O torneio seguiu seu rumo exatamente como deveria ser e Diana dera um show. Aquele era seu palco, a sua casa. Conhecia aquelas águas como ninguém conhecia e talvez aquilo lhe rendera muitas vantagens, vantagens estas que lhe renderam o primeiro lugar na competição, deixando Melanie para trás em uma mísera diferença de pontos.

Lá em cima, no pódio, a australiana pôde ver uma silhueta já conhecida, à encarando fixamente. Os cabelos loiros do espectador refletiam os raios do sol e aquela imagem fez um sorriso aparecer no rosto da vencedora. Ela sabia que o homem que se nominara Apolo estava ali por ela e, de alguma forma, sabia que ele à assistira todo aquele tempo.

A noite chegara mais uma vez e, consigo, trouxera o frio refrescante e o vento como companhia àquelas duas presenças que caminhavam sozinhas na orla da praia de Sidney. Algumas horas atrás, aquele local estava tão cheio de gente que seria impossível reconhecê-lo agora.

— Então, não cheguei a parabenizá-la pela sua vitória, então... Parabéns. — Apolo dissera com palavras simples, mas elas tocaram fundo o coração de Diana.

— Obrigada... — A garota sentiu o rosto esquentar.

— E eu realmente gostei de você, da forma como você enfrenta os desafios que a vida te impõe... Da forma jovial que você enxerga o mundo... E da forma que seus olhos refletem o sol. — Estas últimas palavras foram ditas extremamente próximas do rosto de Diana, que não resistiu ao beijo vindo daquele homem misterioso que tanto sabia ao seu respeito.

Aquela noite foi selada na memória de Diana com aquele beijo e, sem nem saber o porquê, se deixou levar pelos sentimentos abrasantes que sentia por aquele homem. A união daquelas duas entidades, futuramente, geraria uma linda garotinha, de cabelos loiros e olhos verde mar, que seria chamada pelo nome de Sierra.
Contatos Imediatos de Quarto Grau e “Obedeça o seu pai!”

Austrália, Sydney.
2009
10:32 AM
A chuva caía um tanto quanto farta naquele maldito acampamento. Sierra se perguntava por que o pai havia a levado para aquele acampamento no meio da semana, com as aulas ainda acontecendo. A filha de Apolo, ainda sem saber do seu parentesco divino, aguardava na tenda e trajava calças camufladas, coturnos e uma blusa de treinamento militar. O pensamento de que seu pai havia pirado ainda inundava a sua cabeça, porém, ela não se lembrava desde quando que ela passara a viver com a figura paterna.

— Pai... — Suplicou ela, achando estranho a forma como a palavra soara em sua voz. — Por que estamos fazendo isso?

— É pro seu próprio bem, Sierra. Confia em mim.

— Mas já se passaram cinco anos desde que quebrei o braço; Três anos desde que quebrei a perna e já fazem seis meses que não me acidento de verdade. — Ela argumentou, sem saber que aquelas coisas aconteciam com ela em sonhos e não em vida real. — Os meus braços já estão fortes, minhas pernas estão resistentes e nenhuma garota da minha turma tem a aptidão física que eu tenho. - Os dois pares de olhos verdes se estudaram mutuamente. - Eu sei que sou um pouco desastrada às vezes e que me machuco feio na grande maioria delas, mas eu prometo que vou me cuidar.

O homem que visitava Sierra em sonhos à observou, impassível.

— Pega o seu casaco e o chapéu e me segue. — Ele se virou e saiu da barraca. Sierra revirou os olhos.

— "Pega o seu casaco e o chapéu e me segue." — Ela fez uma imitação tosca da voz do próprio pai em conjunto com uma careta enquanto vestia o casaco.

— Eu ainda posso te ouvir. — A voz veio lá de fora um tanto quanto abafada pelo som da chuva.

— Já to indo... — Ela se levantou e saiu para a rua. A chuva já açoitando suas roupas.

O homem terminava de arrumar um arco de caça e a filha de Apolo achou estranho aquilo. O pai nunca misturava o seu próprio trabalho ou suas habilidades de combatente com a filha, apenas gostava de treinar e à chamava para participar dos treinos aeróbicos e, mesmo que não quisesse admitir, Sierra gostava daqueles treinos com o pai e também gostava dos resultados que aquilo fazia em seu corpo.

— O que vamos fazer hoje? — Ela perguntou com um pingo de dúvida.

— Já atirou com um arco antes? — O pai da garota preparava aljavas de flechas em uma bancada e Sierra se aproximou cautelosa. — Acho que seria legal eu te ensinar a usar um arco, certo? Depois eu vou te ensinar defesa pessoal.

— Pai, por que isso tudo? — Ela ainda não compreendia a situação, principalmente .
O homem suspirou e olhou para cima, fazendo as nuvens evaporarem e o sol aparecer imediatamente.

— O que você pensaria se eu te dissesse que eu sou um deus?

— Como assim? — A menina soou desconfiada e achando estranho a mudança brusca de tempo.

— Eu sou aquele que cavalga os céus na biga de ouro; Do amanhecer, trazendo comigo a vida de um novo dia; Do alvorecer, levando embora o dia que engatilha o outro; E aquele que tudo vê, através do tempo, sem covardia.

— Você tá legal, pai? - Sierra estava ficando preocupada com aquela conversa.

— Eu sou filho o Deus do Sol. — Ele ficou impassível. — E você, querida, é minha filha. — Sierra conteve uma risada e isso fez com que ela arranhasse a própria garganta.

— Tá brincando, né? - Apolo suspirou profundamente.

— Olha, vou predizer o que vai acontecer. — Ele fechou os olhos por alguns segundos e falou. — Eu vou disparar uma flecha naquela árvore, uma Ave-do-paraíso vai voar e eu vou matá-la em pleno voo. — Olhou para a filha. — Aposto a louça da semana que vem. — Ele estendeu a mão e Sierra à segurou.

Apolo sacou uma das flechas da mesa e a empunhou no arco. Ainda olhando para a filha, o deus soltou a corda que tencionava o arco e a flecha disparou com força no tronco da árvore e, bem como ele havia dito, um belíssimo pássaro de cabeça amarela e verde e penas brancas na cauda alçou voo e quando ele mirou, Sierra abriu a boca para protestar e Apolo falou antes dela.

— Não se preocupe, pequena. — Os olhos ainda cravados na ave que voava ao longe e o arco armado. — Eu nunca mataria esse pássaro. Só queria provar pra você que eu sou Apolo. — Ele desarmou o arco. — E você ia dizer assim: "Não, pai, não mata ele!" — Apolo usou do seu poder divino para fazer uma réplica da voz da garota. — E você... por que acha que é tão boa com música? Acha que você tem essa bela voz e é capaz de tocar qualquer instrumento a troco de nada? E o seu ouvido, como sabe dizer que nota está o som?

A filha de Apolo estava estupefata e as feições indicavam que se recusava a acreditar naquilo.

— Nos últimos meses, quando completou 12 anos, os monstros começaram a direcionar ataques a você. Seis meses atrás você se acidentou por causa de um monstro.

— Você me espiona? — Ela perguntou visivelmente abalada.

— Eu diria que... supervisiono você. — A expressão do rosto de Apolo se tornou triste. — Sei o que está pensando. Eu não te contei nada sobre isso por que eu queria te dar uma vida diferente da que os demais levam. É difícil encontrar semideuses velhos e vivos... você... — O deus hesitou e então apertou os cantos dos olhos próximos ao nariz com o polegar e o indicador. — Eu pensei que poderia te proteger, mas eu não posso.

Sierra paralisara com aquela quantidade dantesca de informações que estava recebendo do próprio pai e caminhava de um lado para o outro e, em seguida, entrou na tenda novamente. Apolo apenas deixou tudo pronto para quando a filha voltasse. Quinze minutos depois, Sierra saiu de dentro da tenda com os olhos vermelhos de choro.

— Certo. Vamos lá... Como se usa essas coisas.

— Fico feliz que tenha voltado... — O deus do Sol ergueu o braço e a garota se aninhou ali para um abraço. — Veja que estas coisas são armas e não brinquedos. Apenas use em caso de extrema necessidade.

— Tá bem. — Apolo entregou um arco comum para Sierra, que tentou tencioná-lo sem flecha, porém, a arma era rígida demais para ela. — Como vou disparar com essa coisa se eu nem consigo dobrar?

— É tudo uma questão de jeito... — O pai de Sierra ergueu o arco para cima e desceu a mão esquerda, a que segurava o arco, enquanto a direita ficava parada no mesmo lugar. — Percebe o que eu fiz? Coloquei toda a força da tensão no meu ombro. É mais fácil de puxá-lo assim. Com o tempo, vai se acostumar a puxar o arco normalmente. Seu braço ainda vai adquirir mais força. — Ele entregou uma flecha para Sierra. — Arme o arco, como eu ensinei.

A filha de Apolo executou o mesmo movimento que o deus mostrou anteriormente e armou a flecha no arco, mirando-o para frente. Só neste momento é que a garota notou os alvos feitos de madeira e feno. A voz do pai chamou a sua atenção.

— Tente acertar num daqueles alvos. — Apolo se armou de uma flecha também. — Assim: — Ele soltou a seta e ela tomou o rumo certeiro do centro do alvo. — Talvez você não consiga um bom resultado na primeira tentativa, mas...

Sierra soltou a seta e esta buscou o segundo círculo mais próximo do centro e, com olhar de "Nada mal", Apolo se virou para a filha com um sorriso bobo.

— Parece que você não herdou apenas minha capacidade para música.

— Uou! — Sierra exclamou, impressionada. — Você viu? Eu acertei!

— Sim, eu vi. E você pode fazer muito mais do que apenas isso. — Ele sorriu afável.

Então, como em um passe de mágica, o sol começou a ser encoberto por uma cura sombra, como em um eclipse, mas aquilo fez Apolo arregalar os olhos e se virar para Sierra com urgência. Ele precisava passar aquela última informação para a garota antes que a conexão entre eles fosse cortada.

— Debaixo da cama há uma mala dourada. Dentro dela, um arco e, ao lado, uma aljava de flechas! Você precisa ser rápida e chegar até a orla da praia. — Ele pôs as mãos nas bochechas da loirinha e à fez encará-lo. — Um homem cavalo estará lá para pegá-la. Você tem que ser forte e, como não tive tempo de ensiná-la melhor a usar o arco... — O deus pôs dois dedos na testa de Sierra, que acordou em sua cama.

A garota se levantou de um pulo e aquele sonho parecia tão vívido que era como se ela nem tivesse dormido. Observava seu quarto, analisando os móveis, todos em ordem e, então, pela veneziana fechada de sua janela, pôde ver uma sombra passar apressada, como um cão gigantesco. Com o coração disparado, saltou da cama e, só então, notou que algo escorria do nariz. Com os dedos, averiguou o líquido e notou ser sangue e, com isto, todas as informações, sobre como usar um arco, esquivar, correr, estavam claras em sua mente. Ela tinha certeza que conseguiria chegar até a praia. Eram poucas quadras até lá.

Já ia saindo do quarto quando se lembrou das palavras finais de Apolo e, correndo para sua cama e finalizando com um slide de joelhos, buscou uma brilhante maleta dourada, tal qual um case de algum instrumento musical, e o abriu.

O arco era lindo, negro, e com roldanas nas pontas, o que faria o trabalho de tencionar a flecha algo muito mais fácil.

— Isso! — Ela precisava correr. Sabia exatamente para onde ia. Por algum motivo a informação estava em sua cabeça.

Com os pensamentos todos explodindo em sua mente, a garota armou-se do arco e da aljava e correu para a cozinha, anotando em um guardanapo a seguinte mensagem:
“Mãe, tive que obedecer meu pai e responder ao seu chamado.
Estarei no endereço abaixo:
Nova York - Costa Norte de Long Island, Montauk - nº 3,141”

A letra saíra com um traçado rabiscado e apressado, porém, legível. A menina colou o bilhete na geladeira e saiu porta afora, fechando-a atrás de si. O jardim fora vencido e, apenas de pijamas, Sierra ganhara a rua, correndo de pés descalços pela calçada gelada.

Os seus pulmões começavam a arder com o ar gelado da rua e, então, um forte rosnado veio de trás do seu corpo. Algo pesado à seguia e ela não sabia o que era, mas tinha forte em seu pensamento como faria para derrubá-lo. Ainda correndo, a filha de Apolo armou o arco com uma flecha e se virou para trás, disparando o projétil de forma precisa no meio da testa de um lobo negro de olhos vermelhos que mais parecia um cavalo devido ao seu tamanho. O animal tombou, mas, das sombras laterais, mais três cães enormes continuaram a persegui-la.

— Droga! Droga! Droga! — Ela não parava de repetir, até que teve de usar seu fôlego apenas para correr.

Ganhou uma esquina e galgou a próxima rua, já sentindo a brisa do mar açoitar os seus cabelos. Sierra precisava fazer algo contra aqueles animais sobrenaturais que ela não sabia dizer o que eram. Como se agisse de modo automático, pegou uma flecha e apenas raspou no arco, fazendo-a adquirir uma luminosidade amarelada, e a soltou no chão.

Os segundos passaram e a flecha explodiu. Os lobos ganiram, tendo seus ouvidos sensíveis atacados pela forte onda sonora que explodiu da flecha deixada de presente. Aquele momento de confusão dos animais rendera uma boa distância entre Sierra e seus captores. Não demorou para que seus pés tocassem a areia branca e fofa. A garota caiu de joelhos, sentindo a cabeça latejar e o corpo falhar. Ela estava em seu objetivo e era como se tivesse desligado completamente. Antes de perder a consciência, pôde ver a silhueta de um cavalo se aproximando e, então, a escuridão tomou conta de sua mente.

O tecido raspava macio em sua pele e Sierra se sentia tranquila. Um feixe de luz do sol tocava o seu rosto, como se o seu pai à acordasse com um beijo de bom dia. O calor à fez despertar e, quando seus olhos perscrutaram o ambiente, se viu em um local semelhante a um chalé, porém, várias macas se dispunham aqui e ali, todas bem arrumadas com lençóis brancos e limpos.

Uma pequena garota, não muito mais velha do que ela, se entretia com seus afazeres, arrumando aparatos médicos diversos e os limpando com algo que a filha de Apolo não conseguiu identificar.

Antes que pudesse perguntar, pôde ouvir o barulho de cascos e o seu coração pulou. Ela pensou que um cavalo estava entrando o ambiente, porém, o que viu fez a sua cabeça girar. Um centauro, como ela lembrava de ter lido em histórias, caminhava até ela a passos calmos. Seus olhos castanhos eram profundos e estavam vidrados na menina, que sustentou o olhar.

— Bom dia, Sierra Evans. — A metade homem se apresentou. — Eu sou Quíron e, antes de mais nada, você sabe por que está aqui, no Acampamento Meio-Sangue?

A menina o esquadrinhava com os olhos e, só então, juntou coragem e fôlego para voltar a falar.

— Não tenho certeza, mas... — A voz saíra incerta. — Olha, eu diria que pareceria loucura, mas eu tô conversando com um centauro, então: Meu pai é Apolo e é por isso que estou aqui?

— Muito bem. — Quíron acenou em positivo com a cabeça. — Você é uma semideusa e aquelas coisas que te perseguiam eram cães do inferno. Você, aparentemente, estava sob a bênção de Apolo. Ele guiou seus movimentos até mim, que a esperei na orla da praia com meus... parentes. — O Centauro hesitou e não quis mencionar os Pôneis de Festa. — Nós a trouxemos até aqui.

— Eu me lembro de um endereço... Nova York - Costa Norte de Long Island, Montauk - nº 3,141. — Sierra disse a frase, um tanto aérea, e depois voltou a atenção a Quíron. — É aqui que estou?

— Sim. — Ele afirmou.

— Como atravessamos o globo sem sermos vistos?

— Os centauros têm uma habilidade de distorção do espaço-tempo, que nos permite percorrer grandes distâncias em pouquíssimo tempo. Você estava desacordada e por isso não se lembra. —Ele conversava com a filha de Apolo com um tom paterno que à deixava confortável.

— Obrigada por me salvar. — Disse com um sorriso no rosto.

— Se recupere bem, pois aqui nós à ensinaremos a lutar e sobreviver, mas para isso precisará estar cem por cento. — O Centauro disse com um sorriso e saiu da tenda.

Sierra ficou a observá-lo dali, enquanto organizava todos os pensamentos. Estava no Acampamento Meio-Sangue e, a partir dali, seguiria os passos que seu pai tanto tentara evitar, mas o destino insistiu em pôr em seu caminho. Talvez este fosse o destino de todos os semideuses: entrar para o Acampamento e, a partir daí, apenas sobreviver e rezar aos deuses por um próximo dia sem morrer. Nada poderia ser mais motivador.




Treinos:

Missões:

Eventos:




Bênçãos:
Descreva aqui suas bênçãos

Maldições:
Descreva aqui suas maldições

Arsenal:
• Espada de Bronze [Inicial]

• Escudo de Bronze [Inicial]

• Armadura de Couro [Inicial]

• Elmo de bronze [Inicial]

• Tyfó̱na — Arco composto de caça, feito com as mesmas especificações do arco comercial MK-CB010B, porém, feito por semideuses para semideuses, o que permite implantar encantamentos. Como ele fora feito personalizado, seu peso foi subtraído exponencialmente, graças a Fibra de Bronze Celestial (Material semelhante a fibra de carbono, inventado pelos filhos de Hefesto), e isso fez com que ele se tornasse extremamente fácil de carregar e até mesmo correr com ele é possível. O único encantamento ao qual esta arma foi submetida foi a capacidade de carregar suas flechas com Explosão Sônica, o que faz com que o choque da arma ou projétil contra alguma superfície sólida gere uma grande onda sônica capaz de atordoar inimigos mais distantes e até mesmo arremessar os que estiverem muito perto, de acordo com a vontade do usuário. [Classe Livre - Filha de Apolo]


©PJGR - Percy Jackson Gregos e Romanos


Última edição por Sierra Evans em Ter Jul 28, 2015 1:28 pm, editado 3 vez(es)

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goodnight let's live it up
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Walk me home tonight I swear I could
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Re: [FP] Sierra Evans

Mensagem por Ártemis em Seg Jul 20, 2015 4:49 pm

Sierra escreveu:- Possui certa habilidade com espadas, mas a sua arma de preferência ainda é o arco e, como toda boa arqueira, é bastante ágil, principalmente para esquivas e corridas. Não se pode dizer que ela é boa no que faz, mas pode-se perceber que possui bastante aptidão para tais habilidades e que, um dia, poderá chegar à maestria no manuseio destes equipamentos

Não encontrei a parte da espada na história.
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Re: [FP] Sierra Evans

Mensagem por Sierra Evans em Ter Jul 21, 2015 2:15 pm

Pronto, Tia Artie. Editei.

- Ainda possui pouca habilidade com espadas. A sua arma de preferência é o arco e, como toda boa arqueira, é bastante ágil, principalmente para esquivas e corridas. Não se pode dizer que ela é boa no que faz, mas pode-se perceber que possui bastante aptidão para tais habilidades e que, um dia, poderá chegar à maestria no manuseio destes equipamentos.

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Re: [FP] Sierra Evans

Mensagem por Ártemis em Ter Jul 21, 2015 5:20 pm

Aprovado
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Re: [FP] Sierra Evans

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