[FP] Rebekah M. Kuznetsova

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[FP] Rebekah M. Kuznetsova

Mensagem por Rebekah M. Kuznetsova em Dom Ago 30, 2015 3:26 pm

Ficha de Personagem


Nome:
Rebekah Maksimovichna Kuznetsova
Progenitor Divino:
Melinoe
Progenitor Mortal:
Maksim Konstantinovich Kuznetsov
Local de Nascimento:
São Petersburgo, Rússia
Idade:
17 anos
Signo:
Áries






Características Físicas:
Cabelos ruivos, pele branca, olhos azuis claríssimos, sobrancelhas finas, nariz ucraniano, lábios rosados e suaves, queixo arredondado. Possui cerca de 1,67 de altura, 54kg, pernas fortes e braços atléticos.

Características Psicológicas:
Introvertida, socialmente limitada, não-empática, egocêntrica, anti-social e desprovida de vontade e/ou capacidade para colaborar de qualquer maneira com algo ou alguém. Apesar de avessa ao convívio social, Rebekah é inteligente e curiosa, e costuma gastar grande parte de seu tempo em atividades de caráter intelectual ou cultural (ou ambos). Possui uma inquebrável frieza que a distancia ainda mais das pessoas, por este (e pelos outros tantos motivos apresentados anteriormente) tem uma quantidade bastante limitada de amigos ou simplesmente pessoas com quem possua alguma relação, por mínima que seja, de afeto. Internamente, é impaciente, inconstante e emocionalmente instável, o que não significa que tenha algum tipo de reação que a torne mais calorosa, ou mesmo, mais acessível emocionalmente. Há muito tempo Rebekah construiu um muro entre ela e o restante da humanidade, e até onde se pode ver esse muro permanece intacto. Fala pouco, em tom baixo e, por vezes, ácido. Possui um censo de justiça elevado que utiliza de forma pragmática e fria, mas nunca incoerente ou corruptiva. Tem uma necessidade consciente de disfarçar suas verdadeiras intenções, de se esquivar dos outros e ocultar suas razões com atitudes duplas. O que Rebekah realmente gosta é de saber que a consideram um ser imprevisível.

Gosta de ler (livros, hq's, artigos inteligentes, revistas científicas), escrever (poemas, contos, crônicas, argumentações, ou apenas textos pessoais que mantêm muito bem guardados na gaveta da cômoda), ouvir as músicas que classifica como boas (em geral, rock, indie, folk, jazz, blues, instrumentais e música clássica), assistir filmes históricos, biográficos e independentes, acompanhar os poucos seriados de qualidade que ainda existem na indústria americana, discutir o Movimento Feminista com pessoas que considera ignorantes no assunto. Seus ídolos são Fiódor Dostoiévski, Kathleen Hanna e toda a Geração Beat. Se fosse um animal seria um gato preto, se fosse uma comida seria queijo branco, se fosse um filme seria Submarine, se fosse um livro seria Vôo Noturno (de Antoine de Saint-Exupéry) e se fosse uma pessoa famosa gostaria de ser David Bowie.

Habilidades:
descreva suas habilidades aqui





História:
Por conta do trabalho do meu pai − ele era engenheiro astronáutico do governo russo − nós costumávamos nos mudar bastante, acho que morei em, pelo menos, quatro cidade até nos instalarmos em Moscou quando eu tinha três anos. As únicas coisas constantes na minha vida eram minha avó Maria Romanovna, minha cadela Zora e a Loba. A primeira vez em que a vi eu era ainda muito pequena, foi em um sonho, eu estava presa em meio a uma densa neblina e a única coisa que conseguia ver eram os enormes olhos amarelos da Loba. Racionalmente eu nunca soube o porquê, mas minha mente doente por uma explicação minimamente satisfatória colocava na semelhança entre Zora e a Loba a razão para que eu soubesse que se tratava de uma fêmea. Zora era um husky, de pêlo cinzento e olhos tão azuis que quase pareciam transparentes, a Loba era similar a ela em muitos aspectos, mas era muito maior e, de alguma forma, imensamente mais assustadora.

No início, a Loba me assustava como um sonho ruim que assusta a uma criança medrosa, mas depois, quando eu olhei pela janela do meu quarto no meio da noite e ela me fitava do outro lado da rua, o medo se transformou em pavor. Em uma noite, uma das raras em que meu pai estava de folga, eu lhe contei sobre os sonhos, sobre o medo e sobre aquela Loba gigantesca que parecia estar formando um cerco ao redor de mim. Eu achei que estava louca e essa ideia me parecia muito fácil de ser aceita, mas − parecia que apenas para me contrariar − meu pai deitou-se na cama comigo e me contou uma longa história sobre uma loba que havia resgatado dois bebês recém-nascidos e cuidara deles com zelo e dedicação, seus nomes eram Remo e Rômulo e, quando cresceram, eles fundaram Roma. Obviamente, eu não fazia ideia de porque raios ele resolvera me contar aquela história naquele momento, será que ele esperava que eu passasse a simpatizar com lobos para não ter medo daquela me assombrava? Ele finalizou seu monólogo dizendo: 'Ela é sua amiga, não vai lhe ferir. Não tenha medo.' Eu quis argumentar contra aquilo, mas ele apenas me deu um beijo na testa e disse que um dia tudo ficaria claro, então saiu do quarto e me deixou sozinha com meus fantasmas.

Não conversei sobre a Loba com mais ninguém nos anos seguintes, e tentei seguir com a minha vida dedicando-me mais ao balé. A maioria das garotas moscovitas ingressavam no Bolshoi por volta dos quatro anos de idade, é claro que muitas não continuavam até a vida adulta, mas era sempre uma boa ideia fazer parte da tradição nacional, pelo menos, na infância; comigo não foi diferente, e pelos sete anos que passamos em Moscou, eu me dediquei imensamente ao balé e imensamente a tradição, por isso, quando eu tinha onze anos e nós tivemos de voltar para São Petersburgo, parte do meu mundo desabou. Não que eu não gostasse da ideia de voltar para a minha cidade natal, mas acontece que minha vida estava construída em Moscou e, repentinamente, tudo teria que mudar mais uma vez... Não foi sem surpresa que percebi o quanto estava errada sobre o erro que seria voltar para casa. Sempre gostei de histórias sobre fantasmas, portanto, me parecia irônico viver em uma cidade que já fora tão explorada para criar histórias sobre os mesmos. Púshkin e Gogol gostavam de usar São Petersburgo como cenário para seus contos fantasmagóricos, Dostoiévski a utilizava para narrar os contos de amor dos mortos durante as noites brancas. Dentre todas as cidades de que se tem notícia, a mais abstrata e intencional em todo o mundo. Voltar para casa foi como voltar para o ninho, para o Festival das Noites Brancas, para o Rio Neva congelando antes do Natal e descongelando logo depois do meu aniversário. Pela primeira vez eu me sentia verdadeiramente integrada a algo, a névoa e ao frio da chamada 'capital dos fantasmas'.
Por insistência do meu pai, iniciei minhas aulas de esgrima em um centro de treinamento da cidade, mudar do balé para esgrima parecia como trocar a água pelo vinho, mas, para falar a verdade, a flexibilidade e o controle sobre o corpo que ganhei com a dança puderam ser muito bem aproveitados para a prática do novo esporte. O que estava me incomodando em São Petersburgo não era a retomada da minha vida social − até porque, nunca dei muito crédito a isso −, mas sim o que acontecia quando eu tentava dormir todas as noites. Os sonhos com a Loba tornaram-se mais constantes, e agora eu era capaz de ver uma casa em algum lugar distante de tudo, ali dentro ela me encarava e ao seu redor estranhas bestas aguardavam, como se a qualquer passo em falso de minha parte, estivessem autorizadas a atacar. Eu sempre acordava suando frio e com um grito entalado na garganta, custava a voltar a dormir e, muitas vezes, acabava tendo o mesmo sonho quando conseguia. A região abaixo de meus olhos tornou-se escura e inchada, e eu me sentia como um zumbi zanzando pela cidade sempre com um sono descomunal tomando conta de mim por conta das noites mal dormidas. Foi na noite do meu décimo terceiro aniversário, depois que minha avó e meu pai cantaram parabéns para mim com um bolo de chocolate que ele comprara na padaria da esquina, que as coisas evoluíram para questão de 'vida ou morte'. Passava da meia-noite quando olhei pela janela do meu quarto, no segundo andar, e vi a sua figura ali, imóvel e me encarando como da primeira vez. Eu poderia − e deveria − ter permanecido em casa, mas fiz exatamente o oposto e exatamente a única coisa que não podia fazer naquela noite, vesti uma calça de camurça por cima do pijama e enfiei um casaco quente pelos braços, então desci as escadas o mais silenciosamente que consegui e abri a porta da frente deixando-a bater suavemente as minhas costas.

O vento do lado de fora era cortante, faziam alguns graus negativos e a Loba permanecia parada do outro lado da rua me encarando. Pensei em retornar, eu estava convencida de que era a melhor opção, quando ouvi uma voz na minha cabeça, uma voz rouca e lenta, mas estranhamente nítida e misteriosa: 'Venha até mim', e não sei como, mas eu sabia de onde vinha aquela voz. Era a Loba, ela estava falando comigo. Senti minhas pernas tremendo enquanto meu pulso acelerava, mas aquela era uma ordem tão clara e tão simples que eu quase senti como se houvesse um cordão invisível me puxando na direção daquela criatura. Caminhei em sua direção a passadas largas, como se minha vida dependesse daquilo, e quando me aproximei ela me fitou com seus enormes olhos e eu pude ver... Vi tudo aquilo que ela vinha tentando me contar nos últimos anos: a casa, os monstros, minha mãe. Voltei-me na direção da porta de casa quando ouvi o ranger das dobradiças e ali estava o meu pai, pálido como cera, e me encarando com os olhos arregalados como se soubesse que aquele momento chegaria, como se soubesse que era aquele preciso momento que estava presenciando. Ele atravessou a rua e me abraçou, mais forte do que jamais fizera antes e com mais ternura do que em toda a sua vida, suas mãos enquadraram meu rosto e ele me encarou por um momento sem proferir palavra alguma. Neste instante, a Loba ergueu uma das orelhas, como se pudesse ouvir algum barulho suspeito a uma grande distância, depois ergueu a outra e logo seus olhos voltaram-se para meu pai em sinal de urgência. Repentinamente, ele me ergueu do chão e pousou no lombo do animal sem me dar explicações mais conclusivas do que: 'Ela vai explicar tudo. Eu amo você.' Lá atrás vinha uma criatura que parecia uma salada mista de, pelo menos, três animais diferentes; meu pai correu para casa novamente e bateu a porta, e neste instante, a Loba deu a partida e iniciou sua corrida mortal pela neve branca e macia de São Petersburgo.

Lupa me ensinou a correr. Depois que nos teletransportamos com uma alguma magia pirotécnica para o outro lado do planeta, tudo em que eu acreditava entrou em colapso. A mansão em ruínas que aparecia em meus sonhos era conhecida como Casa dos Lobos e as criaturas que cercavam Lupa estavam destinadas a me caçar. O objetivo de tudo aquilo era me preparar para uma vida suicida de batalhas em um mundo onde deuses gregos e romanos não só existiam, como se procriavam com seres humanos, e ao que tudo indicava, eu era uma dessas crias. Minha mãe era uma deusa romana − e, Lupa, obviamente, não quis me contar quem era −, por isso eu deveria me encaminhar para o Acampamento Júpiter, para onde os semideuses romanos − sobreviventes − eram enviados. Aquelas criaturas bizarras metade leão, metade águia, metade dragão da Cornuália, estavam ali para testar minhas habilidades e morrer era sim um possível efeito colateral. Acontece que se eu não treinasse, morreria do mesmo jeito, portanto, era melhor passar pela prova de fogo de uma vez. Lupa quis testar por si mesma minha habilidade com uma espada − e eu agradeci muitíssimo pelas tais aulas de esgrima, se não fossem por elas eu provavelmente teria morrido na primeira tentativa. Foram meses duros na Casa dos Lobos, com monstros me perseguindo o tempo inteiro e alojamentos improvisados no topo de árvores, eu arrecadei mais hematomas do que tivera em toda a minha vida e achei que morreria, pelo menos, uma porção de vezes. A pior batalha foi contra um trio de lestrigões que apareceu do nada no meio da reserva − pode ter sido uma artimanha de minha treinadora também −, onde eu tive de me defender com um pedaço de madeira até encontrar minha espada e iniciar um combate bastante desvantajoso contra os três; a luta só terminou depois de muitas horas e eu jurava que não sentia mais nenhum dos meus membros, seis minutos depois apareceu uma harpia e eu tive de recobrar minha energia sabe-se lá de onde. O caminho de Sonoma até Oakland Hills não foi melhor do que o treinamento, fui cercada por um grupo de empousai transfiguradas de enfermeiras, e passei quase metade do caminho tentando me livrar de sua perseguição enquanto o ferimento que uma delas desferira em meu ombro queimava na pele. Destrui a última das empousai próximo a estrada e fui recompensada quando − FINALMENTE − ultrapassei o largo túnel e pude vislumbrar toda a beleza de Nova Roma. O ferimento em meu ombro pareceu um custo infinitamente pequeno quando pisei meus pés na grama fofa e percebi que estava, pela primeira vez, verdadeiramente em casa.




Treinos:

Missões:

Eventos:




Bênçãos:
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Maldições:
Descreva aqui suas maldições

Arsenal:
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Re: [FP] Rebekah M. Kuznetsova

Mensagem por Ártemis em Dom Ago 30, 2015 10:34 pm

Aprovado. Antes de postar no registro, coloque os itens no arsenal.
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Ártemis
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